A interminável polêmica da Vacina

Talvez, o tema das vacinas, neste início de 2022, seja o tema mais polêmico do momento. Há um consenso popular sobre vacinas, de que elas são imprescindíveis, até chegarmos ao advento das vacinas experimentais para SARS-Cov2. Um imunizante feito às pressas, que possui pontos obscuros sobre eficácia e efeitos colaterais, aliás, efeitos colaterais cuja os quais nem seus fabricantes se responsabilizam ou sabem prever quais serão e quando virão, caso venham. Em cima de tudo isso, a população mundial se questiona sobre aplicar ou não aplicar os imunizantes.

É complicado quando um tema tão técnico se torna político e é lastimável que comece a movimentar paixões entre o povo médio por influência do seu uso político. Mas é isto mesmo o que aconteceu e a devastação que este fenômeno está causando compara-se as plumas de um travesseiro que se perdem ao vento. As confusões à cerca da necessidade destas vacinas, comparada à confiança que tínhamos sobre as vacinas em geral não voltarão ao status de antes de tudo isso começar. Aquele padrão acabou.

A grande lástima sobre a discussão são justamente as paixões. Paixão é um sentimento extremo, forte, arrebatador, mas de curta duração. Ninguém vive apaixonado para sempre. Depois da paixão é necessário fazer uma escolha e tomar decisões. E sobre escolhas e decisões paga-se um preço. Hoje, quem está inflamado a defender a vacinação, talvez não tenha refletido o suficiente sobre o mal que esta aplicação pode gerar nos corpos das pessoas à longo prazo. Podemos ter uma série de infelicidades e complicações. Por outro lado, é possível que tenha sido observado o ponto positivo da vacinação experimental para SARS-Cov2; conter o mal e o risco de morte pela COVID. Sobre este ponto “positivo” pesa a realidade. Pessoas estão se infectando depois da primeira dose das vacinas (todas as fabricantes), também depois da segunda dose e ainda, depois da terceira dose ou dose de reforço. Sofrem com sintomas, sofrem com internações e também chegam a ocorrer óbitos. Além de tudo isso que a vacina deveria evitar e não evita, ainda vem toda uma gama de efeitos colaterais já conhecidos, como tromboses, miocardite, AVC´s, mal súbito, infartos e etc… causadas diretamente pelo efeito colateral das vacinas.

Do outro lado está quem é contra esta vacinação experimental. Quem não quiser se vacinar também tem um ônus a pagar por esta decisão, que é o de assumir o risco de ser infectado pelo vírus em questão e não resistir e padecer de vez. É somente este ônus, que também é o ônus dos vacinados. Sendo assim, é quase inacreditável que alguém defenda uma aplicação que não protege, não previne, não evita, não atenua e ainda traga uma série de riscos novos, ainda maiores do que os riscos do próprio vírus. Quase inacreditável! Sim, quase porque é sabido o que leva as pessoas a defenderem algo muitas vezes mais danoso a si próprio do que o próprio vírus. Uma defesa que pelo nível da argumentação, presume-se que o fazem sem estar inteiradas totalmente do assunto, ou mesmo que inteiradas, parecem cegas a respeito, a ponto de não perceberem contradições em suas próprias argumentações.

Seria inacreditável se não fosse a paixão arrebatadora com a qual as pessoas estão debatendo suas posições. Esta paixão se inicia principalmente com o medo de morrer, ou de perder pessoas queridas, sentimento que foi aplacado sobre o povo nestes dois anos de pandemia, graças à um gigantesco sistema de mídia e propaganda. Toda a imprensa trabalhou duramente para passar este pavor e inserir este pânico nas pessoas. Medo, pavor e pânico que não vão abandonar o subconsciente das pessoas tão breve e tão fácil. Medo, pavor e pânico capaz de fazer com que as pessoas aceitem qualquer coisa, até mesmo algo muito pior do que a própria doença se isto for para livrar a pessoa da doença. Quando surgiram as primeiras notícias de um possível antídoto capaz de parar a disseminação do vírus Chinês, bem como salvar vítimas do vírus, mesmo que em caráter experimental, as pessoas mais arraigadas por esta mistura de sentimentos; medo, pavor e pânico, mal viam a hora de chegar a tão sonhada fuga deste ciclo infernal. E formada esta perspectiva, que ninguém ousasse dizer que este antídoto não fosse libertador, porque correria o risco de não ser ouvido ou até; poderia ser punido, tamanha era a necessidade, visceral, de sair desta zona de medo.

Enfim, é aqui que começa o problema da paixão desordenada, que leva à cancelamentos, fim de amizades, brigas em família, brigas nas redes sociais em discussões que não acabam nunca e não levam a nada, e a pior de todas as desordens: o uso político, por parte de pessoas e partidos, com a finalidade de gerar pânico, caos e incertezas. Este meio de mexer com os sentimentos das populações é um dos mais antigos meios de mudança politica empregados na história, usado mais para o mal do que para o bem. Porque quando um grupo deseja tomar o poder de outro grupo pela via do mal, é necessário tumultuar o máximo, gerar caos ao máximo para poder culpar quem está no poder de não saber gerir a crise. O povo médio, mal instruído e preocupado com seu umbigo e sentimentos mais superficiais, não é capaz de ver a jogada, optando por quem institui o caos para ser o seu “salvador da pátria”. É como se alguém, para ganhar sua confiança, lhe quebrasse uma de suas pernas e depois lhe desse uma moleta para lhe ajudar a andar, fazendo com que você fique grato, e ainda, lhe devendo obrigação.

Não há outro meio de prevenir-se de tamanha armadilha, do que deter o mínimo do conhecimento da realidade. E é aqui que o caldo entorna, porque deter conhecimento é árduo. Requer que a pessoa se dedique minimamente a assuntos sérios, além daqueles que são do gosto mais íntimo da pessoa. Ler livros de outros tempos. Clássicos. Literatura variada. Documentários considerados proibidos pelo atual estatamento político, universitário e midiático. Ler o contraditório, por exemplo: se gostar de A e detestar B, se esforçar para ouvir e ler honestamente sobre A e B. Se ficar somente no A, haverá um grave risco de cair numa bolha existencial.

A segunda maneira de se prevenir de ser engando pelas narrativas que prendem superficialmente as pessoas à medos e paixões atrelados à jargões e chavões é conhecer-se a si mesmo. A melhor maneira de buscar o autoconhecimento é, preste bem atenção, não é técnica milagrosa, mas a única e mais poderosa maneira de se auto conhecer que é; conhecer à Deus. Isto mesmo, conhecer Aquele quem nos criou e nos conhece perfeitamente, pessoalmente e individualmente. Ele revelou tudo a nosso respeito, para que vindos a este mundo, pudéssemos cumprir com a única missão necessária durante nossas pobres vidas, que é conhecer a amar à Deus. Isto vale para qualquer ser vivente, independente do que, e de quem seja, inclusive para quem escreve este texto e traria paz aos corações sofridos, afetados pelo bombardeio de medo gerando nestes tempo de pandemia.

Nosso papel como seres dotados de inteligência é buscar a verdade contida na criação, portanto, a verdade revelada por Deus. Fugir do superficialismo dos sentimentos, que não nos permitem sair da casca das definições sobre os mais sérios temas que enfrentamos na atualidade. Avançar para águas mais profundas e aprendendo a ouvir mais do que falar, encontrar nosso caminho e nosso lugar nesta guerra que está declarada, contra todos nós. Sejamos soltados no lado certo da batalha.